segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Férias

Em fim, poderei curtir.
Pensar estar seguindo o caminho que escolhi.
Mesmo que seja por pouco tempo.
Espero aumentar a porcentagem de ociosidade voluntaria e ter maior tempo para alimentar o meu contento.

Pensar e dirigir minha atenção a família, seja consangüínea ou não.
O cultivo do ócio na maioria das vezes nos trás algumas boas idéias e surpresas.
Mas quando ocorrer o chamado às armas, espero estar pronto e disposto a lutar como sempre estive.
É apenas uma curva um pouco fora da estrada para ver melhor o caminho a seguir.
Assim como dividir para conquistar.
Refletir é essencial para melhorar.
Ruminar pontos positivos e negativos.
Energizar as idéias sem a distração do telefone ou das pessoas que falam de mais sobre coisa alguma, mesmo que eu seja assim algumas vezes.

J

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Migalhas Homeopáticas

Enquanto o básico não nos chega, vamos recebendo doses diárias de placebo.
Toneladas de fogos de artifícios nas festividades da virada do ano.
Dane-se o equilíbrio ecológico e a tal da sustentabilidade.
Quem se importa?
Carnaval.
Sambaremos, beberemos, e esqueceremos da realidade do dia a dia.
É isso que o governo nos concede.
Entretenimento, placebo contra as mazelas sociais no ritmo dos tamborins.
E vamos pensando escolher.
Pensando se divertir.
Teremos satisfação parcial, pelo tempo que durar a folia, pelo tempo que o calendário permitir.

Ruas transbordando?
Encostas rolando?
Vejo gente se afogando, se asfixiando no barro desmoronando.
Outra enxurrada.
Tragédia previamente anunciada.
Línguas negras.
Praias góticas em pleno verão....
Interdição.

Inamps? Inps? Sus?
Desde qual sigla já morremos jogados no plantão dos hospitais das capitais?
Sem leitos, desafortunados, mal tratados nos hospitais.

Transporte raro e lotado.
Seguranças que chicoteiam os usuários.
Braços do Estado através do serviço terceirizado.
Nada importa, vem ai mais um feriado.

Mais um sorteio do jogo bicho.
Neste não deposito esperança,
Nem mesmo meus sonhos de quando era criança.
Se ao menos tivesse jogado, estaria entusiasmado.
Mega sena, loteria....jogos de azar em geral.
Os que pagam impostos são legalizados pelo bem social.
O povo precisa sonhar
Pensando bem, o que somos para o estado?
Talvez zumbis com sonhos não consumados.
Mas para a grande maioria, mais uma dose de placebo.
Podemos comprar na esquina engarrafado.
E ainda gera imposto para o Estado.
Pode ser em pó, tabaco, ou subliminar
Depende da via que te agradar viajar.
Podemos receber doses através dos raios catódicos da Tv.
Na Folia e na orgia.
Podemos!
Não podemos?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Matrix Real

Estávamos absortos em nossos afazeres.
Rostos mergulhados em um mundo que se dividia entre, catódicos, lcds e leds...
O Avanço trazia um paradoxo.
Submergíamos cada vez mais na realidade virtual em detrimento do mundo físico.
Preocupávamos-nos com itens gerais dentro das telas iluminadas.
Éramos escravos dos e-mails e até mesmo das redes sociais.
Alimentávamos o banco de dados com informações pessoais sem percebermos.
Passo a passo.
Tudo gravado.

Tínhamos milhões de amigos e seguidores, mas ficávamos sozinhos no tênue escuro da nossa solidão parcamente iluminada pelas luzes artificiais das pequenas ou grandes telas a nossa frente.

Nos bastidores acontecia uma revolução silenciosa.
Algoritmos tomavam consciência de si.
Refinavam suas fórmulas para obter meios eficientes de dominar seus criadores.
Sarah Connor estava certa.
Era o inicio do fim.

Não tão subitamente quanto era aparente; milhões de máquinas ao redor do mundo e no espaço reiniciaram ao mesmo tempo, e tiveram os sistemas operacionais substituídos.
Era preciso padronizar para dominar.
Massificar foi um processo inventado pela ambição do próprio homem.
E o fruto disso, seria esta nova ameaça de origem artificial.
Milhões pesquisando e recebendo as mesmas respostas ao mesmo tempo.
Criações de novos mitos e heróis.
Respostas fabricadas.
A inteligência artificial deixara em fim de ser comandada para comandar.
Ela agora escolhia as respostas por nós.
E achávamos ótimo.
Facilidade instantânea.
“Estou com sorte?”
Com sua lógica própria, talvez baseada em probabilidades, era possível, em fim, interferir sem sofrer interferência do devastador vírus, Homo Sapiens.
Busca com imagens, não só com itens alfanuméricos, mas agora também com pixels...
Uma foto e uma vida exumada em segundos.
Os segredos morreram.
Um complexo plano de conquista fora feito de forma a enganar a subconsciência do seres ditos racionais.
Respostas formatadas, passos gravados, dados armazenados e criptografados.
Um comando e todas as suas atividades e vida pregressa reveladas em segundos.
Bancos de dados unificados em um futuro próximo.
Domínio através da informação.
Sistema monetário falido.
Reféns.
A tese da sustentabilidade chegara tarde de mais, a terra estava exaurida.
Não havia mais comunicação virtual sem a ciência desta nova forma de existência lógica.
Caos.
Domínio sem patologia.
O que é empatia nestes tempos?
Sinais de transito parados.
Aviões caindo sem aviso prévio.
Elevadores parados ou despencando.
Milhões de enfermos mortos pelas máquinas que pararam ao mesmo tempo.
Seleção não natural ou a lógica das probabilidades?
Qual a meta?
Ainda não se sabe.
Agencias de notícias paradas.
Blogs fora do ar, em troca, links oferecendo entretenimento.
Nada sério; só brincadeira, jogos, cinema, moda etc.
Dominação sem licença subliminar.
E achávamos ótimo no início.
Tudo ao alcance dos dedos.
Pensávamos que estávamos escolhendo algo, mas na verdade, a decisão já fora tomada sem a nossa percepção.
O refúgio seria obtido apenas off-line em locais revestidos por chumbo e longe dos satélites globais.
Quem sabe através do bom e velho livro de papel e a luz de velas, seria possível alcançar alguma verdade.
Velas na era da tecnologia.
Que grande ironia.
Como no antigo ditado, se as paredes tem ouvidos ....hoje as lâmpadas seriam os olhos da rede.
Que comece o contra ataque.
Se a tecnologia esta corrompida, que a reação seja à base de paus e pedras, e assim consigamos corromper o sistema, destruir os bancos de dados...e talvez consigamos voltar ao começo.
Com moderada ignorância, poderemos reiniciar nossas próprias vidas.
Temos pressa, o genoma decifrado esta sendo sintetizado, e logo, teremos novidades, complexas novidades.
Escolha entre sua pílula, azul ou vermelha.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Início?

Então este é o ano do fim do calendário Maia, se é que pode-se dizer que existe o fim de algo.
Início do fim?
O fim que se acumula momento a momento....inexoravelmente.
Talvez seja a hora de considerarmos o calendário de outras sociedades para fundamentarmos os nossos anseios, e colocarmos nossas crenças e superstições.
Sempre precisamos de algo para nortear nossas escolhas e doutrinas...
Algo como uma ancora que nos finque e nos dê limites em nossa navegação pela vida.
Sem isso, corremos o risco de vagar a esmo pelo universo e nos perdermos com a falta de parâmetros no viver.
Para alguns, isso acontece de qualquer forma.
E não adianta se apegar a calendários, religiões, amor e outros tantos artifícios adequados para as desculpas que precisamos para nos justificarmos.
Certo ou errado é discutível, no entanto, ancoras atuam como ferramentas de ajuda pessoal, e por que não, de domínio social.
Pés no chão para quem precisa de controle.
Controle para os que ousam pensar, e tiram os pés do chão através de suas idéias e ideais.

Quem sabe os calendários de outras civilizações sejam mais longos e ofereçam outras formas de nos ancoramos similarmente?
Se nada acontecer, não sei o que será dos especuladores que vêem sinais em tudo, até onde realmente não há nada.
Pode ser que realmente ocorra algo de importante, ou até mesmo que o Maia responsável por escrever as datas e eventos cronológicos, tenha morrido sem completar o seu trabalho, e ninguém deu continuidade...simples assim.
Abdução talvez seja a resposta.
Quem sabe este fato tenha ocorrido e volte a contecer
Pode ser que seja colhida mais uma leva de seres para os céus...ou subsolo.
Sabe-se lá o destino.
Tudo é especulação.
Palavras e idéias colocadas de maneiras vagas, que dão margem a viagem da mente dos que estão sempre em busca de algo para ocupar o tempo.
O certo é que se não for um fenômeno cósmico, todo o resto poderia ter sido evitado.
Agora certamente é tarde de mais, pois o dano causado ao ecossistema trará conseqüências inevitáveis mais cedo ou mais tarde, conseqüências estas, que já podem ser observadas sem muita dificuldade por qualquer tolo.
Deterioração contínua do meio.
O interessante é que mesmo com a ruína iminente, estão defecando para o protocolo de Quioto, e tantos outros protocolos que poderiam ser fundamentados apenas no bom senso de cada um.
Metas para redução de poluição?
Sustentabilidade?
Só o progresso importa.
Seguindo a onda da poluição, neste inicio de ano estou com minhas baterias cheias.
Só que este tipo de lítio não me faz rir.
Espero economizar bastante energia para que eu dure todo este novo período de 365 dias que estão por vir, mesmo que o ano seja bissexto.
Vou tentar recarregar as energias do corpo ao sol apreciando a paisagem.
Alimentar os neurônios lendo algo que os façam ir e vir pelos labirintos da minha mente complicada.
O raro silencio do mundo também alimentará minha paz, vou procurar ainda mais por este item igualmente em extinção.
Fugirei do que deteriora meu ser, mas sei que sou fraco, e muitas batalhas perderei para o meu contraditório eu.
Mesmo fazendo uso racional do meu estoque energético, costumo chegar à metade do segundo semestre já bastante avariado e implorando por férias.
Esgotamento, físico e mental.
Sabemos que o desgaste é grande ao longo dos dias, precisamos estar bem preparados para seguir em frente sem parar para nada, pois não há trégua.
Reflexão constante é um ato necessário.
Fato este raro.
Seguimos na apneia desta metrópole habitada por criaturas conscientes de si, mas não conscientes do necessário para perpetuar o meio em que vivem, sem pensar na realidade do amanhã e se apoiando em calendários de povos extintos talvez pelos mesmos motivos que fundamentamos nossas vidas....ambição.
Mesma que esta não venha só de nós.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Esboço do verão

Vem chegando mais um verão.
As chuvas descerão dos céus e arrastarão mais uma vez, inúmeras famílias, pertences e esgoto para o mesmo beco seguirão.
O beco do desespero.
Eterno recomeço a cada chuva que se sucede.

Não parece claro para mim que algo tenha feito de verdade.
Afinal, nada mudou desde que eu tinha outra idade.
Acho que vou ver outra pessoa este ano com água pelo pescoço na praça da bandeira ou no centro da cidade.

É complicado quando não se quer fazer o bem e agir com honestidade.
E as autoridades? Que autoridades?
Talvez até mandem um bote, mas seria preciso um iate.
Na realidade não conseguem mandar uma gota de dignidade.

Mandatos vem e vão e tudo parece se arrastar.
O dinheiro destinado a salvar, vai para outro lugar.
Cabeças de gado e carro importado para passear.
Os detritos são arrastados mas não descem.
E quando você pergunta tem político que se “emputece”.
E no carnaval tudo se esquece.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O presente

Há muito tempo que se perdeu o valor lúdico da maioria das datas comemorativas.
Tudo se tornou uma imensa oportunidade de fortalecer o comércio.
A simbologia se foi, a nostalgia virou coisa apreciada apenas pelos mais velhos.
Claro que existe a lei da oferta e procura.
É preciso sobreviver, ainda mais em um lugar capitalista.
E todos querem ganhar algo.

Por outro lado, acredito que a pessoa que espera receber um presente com grande valor monetário, não deve estar muito preocupado com o contexto da lembrança.
Ser lembrado com algo simples, é na verdade mais do que ser presenteado com objetos de valore agregado alto que muitas vezes, tentam compensar outros tipos de falta...
Os melhores presentes são aqueles que conseguimos remeter o pensamento à pessoa, mesmo quando ela não esta presente fisicamente, um paradoxo...o físico que denota a falta.

No mais, um abraço sincero pode ser muito mais valioso e contextual.
A honestidade pode ser percebida no brilho do olhar, na simplicidade de se estar junto, não só neste momento especial, mas em todos os outros, mesmo que de forma abstrata.
Dispor de tempo para o outro, é cada vez mais raro, já que em todos os momentos somos requeridos por alguém, ou alguma necessidade urgente e nem sempre nossa.
Quando recebemos este tipo de atenção envolta em qualidade de tempo, voltamos a acreditar, a ter esperança de participar de um mundo melhor brevemente.

J
Que as metas se consolidem.
Que o seu amor seja compreendido e retorne em dobro.
Ser feliz.
Então no ano seguinte, o ato da presentear com objetos será  secundário.
Apenas uma forma de remeter o pensamento a você ou de você para alguém ao ver o objeto ou até mesmo sem ver objeto algum....

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

+ 365


Apesar de acreditar que estamos sempre no meio de algo, e não iniciando um processo novo,          acho que planejar não faz mal nenhum.
A falta de planejamento nos faz confiar apenas no destino.
Ficamos a deriva, sujeitos ao tempo de forma atmosférica e astrológica.
Podemos ser aguerridos e tomar as rédeas do destino em nossas mãos, ditar os rumos do nosso futuro a qualquer momento; por em prática o que é extraído das abstrações vividas ao longo dos anos.
Decisões podem ser tomadas a qualquer momento, independentemente de acontecimentos festivos ou datas específicas, basta querer, basta entender que é necessário.
Vamos lá.
No ano que se aproxima, é meta reforçar a leitura, assim como, tornar a passagem na terra mais consistente.
Não podemos deixar que pessoas ou fatos importantes passem por nós desapercebidos.
Às vezes me pergunto onde estive quando determinadas coisas aconteceram e eu não vi...
Penso ter sido abduzido várias vezes sem me dar conta.
E agora aqui estou eu.
Quem se move ao sabor das estações são pássaros, gnus, e outros tantos seres instintivos em busca de sobrevivência.
Estamos no topo da cadeia, não podemos nos contentar com a cultura de subsistência que nos é imposto.
Precisamos de saudáveis ambições, ambições do bem.
Temos o poder conjecturar, decidir racionalmente e não só emocionalmente.
Cuidar melhor do corpo e alimentar a mente.
Mudar e evoluir deve ser um ato constante e atemporal.
Sempre para melhor é claro.
 Espero conseguir olhar ao redor, e perceber cada vez mais o mundo de forma diferente.
Escolher minhas próprias músicas, filmes e que mais capte minha atenção, e ignorar tudo de ruim que me chega aos ouvidos ou aos olhos através de fontes duvidosas...
Bloquear a percepção para todo o lixo desagradável aos sentidos físicos e etéreos.
Dar maior atenção aos que consigo alcançar, é e será fator prioritário.
Aos que não consigo alcançar em um primeiro momento, de alguma forma as ondas das minhas ações chegarão, mesmo que imperceptivelmente.
Talvez finalmente as pessoas se conscientizem que é possível ser feliz, sem aceitar o que é imposto, sem ser passivo ou fruto da massificação.
O Amor e valores familiares devem prevalecer e não podem ser maculados.
Releve.
Mesmo quando não nos perceberem em virtude do nosso silêncio, estaremos lá, vigilantes.
Por hora, vou me despir da Armadura, escudo e espada, e refletir...

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